Ontem eu chorei.
Apercebi-me de todas as situações da minha vida em que segui caminhos errados e em que praguejei contra mim próprio, vendo a minha geração como a pior e a mais implacável que pudesse haver. A culpa não era minha, era do pensamento de outrém que, repentinamente, se metamorfou para uma nova era e passou a ser o meu pensamento. A ingenuidade era intitulada com o meu nome, a minha cara estampada no seu seio de comunidade era uma imagem arrasadora. Persegui caminhos e entrelacei relações e diferentes filosofias. Descobri que a minha geração era apenas mais uma nesse grande seio.
Hoje eu choro.
Sei de tudo um pouco neste mísero mundo. Sei a personalidade que enfrento em cada face escondida na semi-obscuridade. Sei escolher o meu próprio comportamento, sendo intelectual e ingénuo à mesma ideia ou ao mesmo pensamento de dirigir a verdade irreconhecível. Sinto o sentido das frases como o sangue a escoar-se estonteantemente pelas minhas veias, percorrendo todo o meu corpo. Percebo a realidade triste da sociedade em que vivo e em que, sem me aperceber e sem ter voto na matéria, me integrei. Sinto a culpa da idade a subir pelo corpo todo, cegando-me e paralisando-me como uma forte queda numa catarata. Apercebi-me da anti-socialização à minha volta e da maneira que todos somos o mesmo sem parecermos. Especializo-me na minha inteligência e nos meus objectivos. Compreendo-me da mesma maneira que compreendo uma tese argumentativa de um rapaz de nove anos, pois sei que rapidamente chorará como eu o fiz e faço.
E amanhã...
Chorarei eu ao ver a próxima geração incompreendida?



Este texto tem do pouco que custumo falar, o prasando foi as nossas raizes e a formação é passado não dá pra mover... no presente temos de definir bem porque amanha já se torna passado e o futuro para que pensar?
ResponderEliminarPodes tornar um erro exactamnte como pensar no passado
<3
o texto está lindo, continua (:
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