31/10/2009

Desabafo com o mundo da idiotice

(Não sei o que contar ou até cantar hoje, sei apenas que algo sairá.)
Relevo a própria relevância. Porquê? Nem eu sei, mas tentarei descobrir.
Se relevo algo é porque estou interessado nesse corpo ou estado ou sentimento ou... novamente algo. Mas porquê relevar em contraposição a escavar? Estaria também, certamente, contraposto a algo nivelado a zero: certo; entretanto, aquando relevo de algo olharemos para isso com a cabeça erguida, sinónimo de importância e perspicácia, superioridade talvez, enquanto que, em algo escavado, o nosso olhar será baixo, esguio, tal qual amedrontado, qual criatura imunda.
Mas porquê relevar ainda mais algo que já é relevado pela sua própria citação, característica? Bem, se o não relevasse não relevaria nada mais. A própria palavra tem um certo nível de respeito aquando pronunciada...


Seria disto que queria falar? Não, é óbvio.
Estou, perdão, fodido da cabeça. Dias negros na história Martiniana, mas não importa.
Já nem consigo pensar (bela esta arquitectura que me está a sair, nem uma milimétrica ideia tenho), tudo isto por sofrimento interior.
Velhas pessoas se foram, novas pessoas vieram. Tudo atormenta a ideia humana de comodismo, principalmente quando alguém se destaca involuntariamente de um grupo. Que se faz nestas perspectivas? Nada, um redondo nada, um estupidificante nada, nada de nada, nada a fazer, there's no solution. Obviamente que as forças de fé, jurisdição esta que tenho em mim próprio, voltarão a actuar sobre este corpo inerte na inércia, qual paradigma refutado, mas, até lá, cá está uma carcaça, usa-a bem.
Se uma vida se inscrevesse numa frase... acabaria o oxigénio mundial nas árvores que abateria para me inscrever nelas... Para alguns, essa frase é curta e pura idiotia, para outros é normalíssima, para aqueles que opinam sobre estados de ser e de ver, bem, para esses, para mim, para ti, talvez, para ele, para ela, para nós, para vós, para eles... essa frase será perfeita, única e, não consequente, infinita. E é porque a vida é pensamento que eu ando para mim, não para outrem, e, interiormente, serei sempre eu, nunca mais alguém senão eu próprio ao mesmo tempo.
Entretanto, onde estarei eu?
Noutro Universo.
Universo Nunca.






Resumo: e eu que jurei que nunca mais sofreria por algo tão estúpido... (sim, é difícil chegares lá, com o tempo percebes ao que me refiro.)

1 comentário:

  1. escreves tão bem :o desculpa mas tinha que dizer alguma coisa .
    beijinho

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