28/09/2012

uma semana sem saber quem sou

é estranho, para mim, ficar sem saber o que escrever.
é igual a darem-me uma folha em branco com um ponto no meio e pedirem para explicar o que vejo.
vejo-me a mim, obviamente. rodeado por algo que não sei o que é, sozinho e com todo o tempo à minha frente.
o branco desconheço o que seja, é o deserto a que chamamos futuro. o preto do ponto é o que sabemos que, para nós, pode parecer muito mas que, em toda uma vida, é zero, insignificância completa.




nunca se saberá onde o pensamento nos leva. num segundo pensamos em nós, no outro em todo o mundo, no outro em toda a galáxia. e nem nos apercebemos disso. o mais engraçado de tudo é que nós somos testes pontos todos.
e nem sabemos.
ou não queremos saber?




o egoísmo humano tem destas coisas. colocam-se as vontades próprias num pedestal e esquecem-se os valores morais e absolutos.será que a existência está arruinada por isso? ou será essa a minha visão do fim? ou serei eu egoísta a ponto de ver apenas a minha visão do fim? estarei novamente a ser egoísta? o egoísmo humano tem destas coisas.




cogito, ergo sum. guiam-se os humanos por uma frase, para mim parece-me ser triste. ainda por cima tão errada está que é quase como a teoria do geocentrismo. somos tão short minded...
que triste é perceber isto.




estamos tão bem num dia... e a seguir a verdade esmaga-nos. mas a verdade é que não sei o que é a verdade. ou estarei a mentir? mas afinal que é mentir? mentir é enganar os outros ou a nós próprios? será que, de tanto mentir, mentimos a nós próprios (que fica a parecer verdade) e a partir daí dizemos a verdade sem sequer saber que estamos a mentir?
o cérebro tem destas coisas, culpem o freud.




família. um conceito, um guião, uma palavra... afinal o que é? às vezes é um desejo, não de a ter ou de a não ter, mas sim a de a sentir. mesmo que seja falsa todos querem sentir algo nela. será deprimente tal sentimento ou será apenas a vontade de criar... família?




passam-se horas em locais que não nos revelam nada e nem nos apercebemos de tal. olhamos em redor e procuramos inconscientemente alguém que sinta o mesmo. se encontramos ficamos a olhar que nem idiotas completos, se não acontecer vamos embora e retomamos a nossa vida patética, continuando à procura de quem gaste tempo sem saber como ou porquê.
e assim se passa um dia.

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