Não sei que escrever. É parvo escrevê-lo estando, ao mesmo tempo, a fazê-lo sem saber aquilo que pensar, que expressar. Se a simplicidade se encaixa neste verbo a complexidade atormenta-me. E, se o atormento referi, a felicidade de mim escapou. Quero saber disso? Não, para que quereria, se nunca o fui? Entretanto, não sei porque escrevi isto; talvez seja por estar a ser constantemente apunhalado pelas costas por quem menos espero, não de maneira indiscreta, mas sim por palavras não ditas, tendo sido eu o revelador destas sem sequer as saber. E, como se não bastasse, sou falso, falso por tentar descobrir estas palavras; também, de que estava eu à espera, se tais frases inexistentes passaram a ressoar na minha cabeça, totalmente reais, ao som de um espantoso megafone. O pior é descobrir que as palavras existiram; arte negra esta de prever futuro, tal qual anti-salazaristas prevendo a morte ao fundador de tal nome, Salazar; mas, pela verdade, nunca louvado fui, esquartejado foi o que me tornaram de paz de alma, não clamando a minha inteligência, se por artes não relevantes descobri uma verdade escondida, tal qual Falar Verdade A Mentir.
Inteligência, o quanto me moves; se gritasse veriam que existo, se olhasse sentiriam o terror frio deste meu olhar, aqui está a severa criatura criada por quem nada me disse e, por alguma razão, me deixou tentar adivinhar a verdade e a espalhar por aí a impossível, descoberto mais tarde, obviamente, mentira; é profundo eu sei. Continuo sem saber o que escrever. Entretanto, preciso de remover esta minha dor de cabeça iniciada há já uma semana, já que ninguém a requiriu para si próprio vou passá-la a outrem, quando esse outrem certo ler o que escrevi.
Sim, mentes-me todos os dias e chamas-me à atenção do que pensas eu não saber mas, por fim, fazes um olhar de culpa. Falso afecto, pensas que é correcto mas, pelo contrário, é irreal; edificas ódio por qualquer lado que passas; pior ainda, de mim morrerá em breve a amizade, a única verdadeira que tens, só tu sabes se ainda a queres.
Não sei se escreva ou não. Agora, no plural, acabo com o pensamento. Criaram de mim, vocês os dois, uma imagem de um santo que perdoa tudo e nada precisa de ouvir; entretanto ainda não viram o que se está a criar em mim de terrenosa arte maléfica. Estou farto da vossa falsidade e de vos ouvir falar mal de mim, não sou otário nenhum; talvez seja tarde demais para me contarem factos que sei já serem verdadeiros mas, pelo menos, humilhem-se e contem-mos bem alto, para toda a gente ver o quão falsos vocês são, que sabem tudo de mim e de vocês a verdade escondem. Estúpidos, iliterados, otários, burros, estão-me a perder.
Afinal sabia o que escrever, apenas não sabia como, já que estas duas pessoas não lêem a complexidade pois a esta são inferiores, por completo. Tamanha filosofia a minha ou tamanha imbecilidade a deles? Não é por nada mas acho que sou imortal, testa-me. Estou cansado, não é fácil criticar conhecendo bem as pessoas, bem mais do que elas imaginam, ai se eles soubessem.
(Agora sim, vou-me sentar para trás, publicar a mensagem e esperar que me passe a dor de cabeça.)
Inteligência, o quanto me moves; se gritasse veriam que existo, se olhasse sentiriam o terror frio deste meu olhar, aqui está a severa criatura criada por quem nada me disse e, por alguma razão, me deixou tentar adivinhar a verdade e a espalhar por aí a impossível, descoberto mais tarde, obviamente, mentira; é profundo eu sei. Continuo sem saber o que escrever. Entretanto, preciso de remover esta minha dor de cabeça iniciada há já uma semana, já que ninguém a requiriu para si próprio vou passá-la a outrem, quando esse outrem certo ler o que escrevi.
Sim, mentes-me todos os dias e chamas-me à atenção do que pensas eu não saber mas, por fim, fazes um olhar de culpa. Falso afecto, pensas que é correcto mas, pelo contrário, é irreal; edificas ódio por qualquer lado que passas; pior ainda, de mim morrerá em breve a amizade, a única verdadeira que tens, só tu sabes se ainda a queres.
Não sei se escreva ou não. Agora, no plural, acabo com o pensamento. Criaram de mim, vocês os dois, uma imagem de um santo que perdoa tudo e nada precisa de ouvir; entretanto ainda não viram o que se está a criar em mim de terrenosa arte maléfica. Estou farto da vossa falsidade e de vos ouvir falar mal de mim, não sou otário nenhum; talvez seja tarde demais para me contarem factos que sei já serem verdadeiros mas, pelo menos, humilhem-se e contem-mos bem alto, para toda a gente ver o quão falsos vocês são, que sabem tudo de mim e de vocês a verdade escondem. Estúpidos, iliterados, otários, burros, estão-me a perder.
Afinal sabia o que escrever, apenas não sabia como, já que estas duas pessoas não lêem a complexidade pois a esta são inferiores, por completo. Tamanha filosofia a minha ou tamanha imbecilidade a deles? Não é por nada mas acho que sou imortal, testa-me. Estou cansado, não é fácil criticar conhecendo bem as pessoas, bem mais do que elas imaginam, ai se eles soubessem.
(Agora sim, vou-me sentar para trás, publicar a mensagem e esperar que me passe a dor de cabeça.)



e a dor de cabeça, passou? (:
ResponderEliminarai hugo, tens uma capacidade de escrita que me deixa mesmo sem palavras. :D