16/01/2011

super(nova)

Estou de volta, de volta eu estou.
Se não me escrever, alguém sabe onde vou?


Lua. Lua que alimentas a força terrestre, Lua que virgem eras e virgem deixaste de o ser pela conspurcação das teorias americanas da minha, dele, dela, nossa, deles, delas permanência em teu solo já conhecido, outrora mistificado, sempre permitido à sua periferia irreal ou inacessível.
Lua, que de atmosfera nada tens, que te fizeram Lua? Conheceram-te? Exploraram-te? Imaginaram-te? Que podes fazer? Passei pelo mesmo, não posso fazer nada, tal como tu. Lua, eu gosto muito de ti porque para mim brilhas, tal como eu faço para com o próximo, e de tão parecidos que somos ambos temos um problema, assim sendo, sendo assim. Fomos glorificados pela glória de especulações teóricas sobre as teorias do ser e do fazer, fomos atingidos demais pelo Sol brilhante que demais nos magoou, fomos culpados pela magnitude de todo o acontecimento que ocorrera à noite, pois nunca se referem que tudo passa sobre a nossa luz, e sim sobre uma luz material, comprável por assim dizer, rica na mentira do calor que supostamente me daria na sua forma patranha de estar e conviver com as outras materialidades do mundo.
Lua, fomos um embuste enquanto aos outros, mas seremos culpados pela nossa estática de girar em torno da Terra e pela luz transmitida pelo "todo-poderoso" Sol, que se rebate em nós voltando-se para o globo azul, dando a claridade nocturna, sem a qual ninguém viveria?



Eu aposto que tu sabes uma coisa, eu quero saber uma coisa, temos os dois vantagens a ganhar, eu a sabedoria, e tu o diálogo com alguém parecido contigo.



Sabes, eu vou-me explicar enquanto me tentas infindavelmente conhecer. A minha dúvida é enquanto à tua natureza mas não só, baseio-me ainda na tua sobrevivência. O teu charme autónomo baralha-me, sabendo eu o quão divertida és e também apta a irritações extremamente fáceis. Mas não é por aí, é sim a seguinte questão: porque aguentas tanto tempo a demonstrar a mentira, porque não colocas um ponto final nas maldades do Sol, porque o encobres sempre, reflectindo a luz que dele provém, só para dizeres que nós o merecemos tanto de noite como de dia, se até ele o nega, escondendo-se noutra parte do mundo, enganando os outros humanos como connosco faz durante doze horas seguidas? porque aguentas a sua radiação diariamente para nos mostrares que ele é bondoso, que apenas está aqui para nos manter vivos, fortes, saudáveis, quando claramente ele nos enfraquece? Porque és tão bondosa connosco ao ponto de guardares a radiação deste e apenas nos enviares a claridade saudável? Não percebes que te faz mal esta exposição à sua falsa luz que de bom nada tem? Porque sóis há muitos, a nós apenas nos calhou este, mas temos que dele gostar.



Ninguém se lembra de perguntar isto, mas estou preocupado contigo, como sei que o estás comigo. Como estás Lua? Diz-me como estás e, já agora, vou fazer uma pergunta irónica ao nosso consórcio, então...

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