Venho aqui vingar-me, por ordem do próprio, contra as armas da injustiça.
Por quem passam destroem e devastam ao máximo o que naturalmente está perfeito e esta sátira torna-se vingativa e, de repente, todos se vingam. Pois a minha vingança é calada. Agora ela sai.
Se não sou exemplo a seguir então ninguém o é, e disso tenho a plena consciência. Se fraco chamam ao que mais forte é que fará de outrem? Covarde? Triste? Incompetente? Eu chamo-lhe desesperado de atenção, àquele que tudo faz para se mostrar superior e acaba na sarjeta... ou pior, mas isso não me compete a mim avaliar. Entretanto fazem-me o mesmo. Pois sangue azul não será vermelho nunca e da nobreza ninguém cai, de nobre que é, humilde poderá vir a ser, se a cabeça em cima dos ombros estiver. O pior é quando o azul esgana a visão e enubla todo o campo vasto que à frente se estende, e é aqui que se grita.
Mas isto é o caminho contrário ao que se deve fazer. Se gritas, expeles o demónio para o exterior e em vez de o deixares ir prende-lo com as mãos, o que de melhor nada acrescenta, apenas torna mais violento o acto. A vingança serve-se de uma forma muito mais discreta. Basta esperar que alguém a faz por nós, se não for o mesmo que nos atacou, e assim se bate a injustiça.
A mim perguntam-me, então e achas que acabará aqui a injustiça?, ao que eu respondo, claro que não, mas és tu que controlas se a queres ou não, e daí és tu que controlas um jogo que ninguém controla, não és um robot mas tens mais visão que os que um palmo à frente não vêem e tentam arranjar mil e uma maneiras de escapar à dor; pois tu és superior e tu sofres de cabeça erguida; independentemente da merda que estejas por dentro por fora estás sempre alegre, amigo, bem-disposto, sempre presente; pois guarda o teu interior para ti e para o próximo de ti pois nunca saberás se a confiança chegará cedo ou tarde e isso só depende de uma visão hipotética de possibilidades imorais sobre as quais nunca consegues pensar mas sim confiar, ou seja, nesta merda toda, que nome diferente não tem, nem que a repetição se torne exaustiva não arranjarás outro, ou confias ou confias, tens as costas ensanguentadas das contínuas facadas que te dão a torto, a direito, a oblíquo, seja o que for, mas continua, haverá alguém como tu, com os mesmos valores, as mesmas perguntas, o mesmo sentido, a mesma definição, a mesma fibra e o mesmo raciocínio, com uma capacidade parecida, e aí poderás ensinar o que te estou a ensinar. Poderás ensinar o amor, a amizade, o carinho, a vida em si, os significados, sem que essa pessoa pense que estás melancólico, falso, frio, triste, contente, o que seja, mas que apenas queira aprender daquilo que tens a dar sem contrapor nada e sem julgar aquilo que poderás ensinar de errado mas sim vendo o teu ponto de vista e a congratular-te pela tua capacidade de pensar em algo com cabeça, tronco e membros por ti próprio. Quando esse dia chegar, agarra essa pessoa e não a largues; até lá, limita-te a viver, experimentar, saborear, eliminar limites, apanhar pedras, atirar conchas, respirar o ar do campo, sentir as mãos calejadas do teu pai, a voz alegre da tua mãe, a pele macia da tua irmã, a vida da tua outra irmã, limita-te a ti, aos outros, cria círculos, vibrações, amizades, tremores, sentimentos, paixões, despertares, penumbras, eclipses, e aí, sentirás, que, afinal, és algo, és alguém, e mereces ser o que quer que sejas, desde que não escapes às regras. Sê nobre, humilde, forte, fraco, paciente, sensível, resistente, rápido, calmo, ágil. Sê inteiro e não desistas do que és mesmo que aos outros não agrade; pois o que tu és é uma dádiva dada a ti e aos outros que queiram seguir a vida de um amigo ou colega e o que não és os outros tentarão ser para que tenham algo que não tenhas e que a partir daí sejam superiores a ti. Pois pensa que isso é o oposto da realidade, na verdade, quem supera é quem não mexe, como já sabes, a vingança não se provoca, espera-se por ela e, do mais simples toque ou gesto, ela acena ao teu lado. Porém lembra-te: serás melhor se não esperares por ela e sim se nunca a esperares e ela acontecer. É isso que te faz como um e não partes.
E foi isto, foi isto que eu me disse a mim mesmo, e foi isto que aconteceu. E assim me vinguei contra a injustiça que por mim recai, e é assim que continuarei até que acabe a fonte de tal perjúrio. Talvez um dia improve mais, talvez me mantenha assim. Enquanto assim estiver… mal não estou.
Por quem passam destroem e devastam ao máximo o que naturalmente está perfeito e esta sátira torna-se vingativa e, de repente, todos se vingam. Pois a minha vingança é calada. Agora ela sai.
Se não sou exemplo a seguir então ninguém o é, e disso tenho a plena consciência. Se fraco chamam ao que mais forte é que fará de outrem? Covarde? Triste? Incompetente? Eu chamo-lhe desesperado de atenção, àquele que tudo faz para se mostrar superior e acaba na sarjeta... ou pior, mas isso não me compete a mim avaliar. Entretanto fazem-me o mesmo. Pois sangue azul não será vermelho nunca e da nobreza ninguém cai, de nobre que é, humilde poderá vir a ser, se a cabeça em cima dos ombros estiver. O pior é quando o azul esgana a visão e enubla todo o campo vasto que à frente se estende, e é aqui que se grita.
Mas isto é o caminho contrário ao que se deve fazer. Se gritas, expeles o demónio para o exterior e em vez de o deixares ir prende-lo com as mãos, o que de melhor nada acrescenta, apenas torna mais violento o acto. A vingança serve-se de uma forma muito mais discreta. Basta esperar que alguém a faz por nós, se não for o mesmo que nos atacou, e assim se bate a injustiça.
A mim perguntam-me, então e achas que acabará aqui a injustiça?, ao que eu respondo, claro que não, mas és tu que controlas se a queres ou não, e daí és tu que controlas um jogo que ninguém controla, não és um robot mas tens mais visão que os que um palmo à frente não vêem e tentam arranjar mil e uma maneiras de escapar à dor; pois tu és superior e tu sofres de cabeça erguida; independentemente da merda que estejas por dentro por fora estás sempre alegre, amigo, bem-disposto, sempre presente; pois guarda o teu interior para ti e para o próximo de ti pois nunca saberás se a confiança chegará cedo ou tarde e isso só depende de uma visão hipotética de possibilidades imorais sobre as quais nunca consegues pensar mas sim confiar, ou seja, nesta merda toda, que nome diferente não tem, nem que a repetição se torne exaustiva não arranjarás outro, ou confias ou confias, tens as costas ensanguentadas das contínuas facadas que te dão a torto, a direito, a oblíquo, seja o que for, mas continua, haverá alguém como tu, com os mesmos valores, as mesmas perguntas, o mesmo sentido, a mesma definição, a mesma fibra e o mesmo raciocínio, com uma capacidade parecida, e aí poderás ensinar o que te estou a ensinar. Poderás ensinar o amor, a amizade, o carinho, a vida em si, os significados, sem que essa pessoa pense que estás melancólico, falso, frio, triste, contente, o que seja, mas que apenas queira aprender daquilo que tens a dar sem contrapor nada e sem julgar aquilo que poderás ensinar de errado mas sim vendo o teu ponto de vista e a congratular-te pela tua capacidade de pensar em algo com cabeça, tronco e membros por ti próprio. Quando esse dia chegar, agarra essa pessoa e não a largues; até lá, limita-te a viver, experimentar, saborear, eliminar limites, apanhar pedras, atirar conchas, respirar o ar do campo, sentir as mãos calejadas do teu pai, a voz alegre da tua mãe, a pele macia da tua irmã, a vida da tua outra irmã, limita-te a ti, aos outros, cria círculos, vibrações, amizades, tremores, sentimentos, paixões, despertares, penumbras, eclipses, e aí, sentirás, que, afinal, és algo, és alguém, e mereces ser o que quer que sejas, desde que não escapes às regras. Sê nobre, humilde, forte, fraco, paciente, sensível, resistente, rápido, calmo, ágil. Sê inteiro e não desistas do que és mesmo que aos outros não agrade; pois o que tu és é uma dádiva dada a ti e aos outros que queiram seguir a vida de um amigo ou colega e o que não és os outros tentarão ser para que tenham algo que não tenhas e que a partir daí sejam superiores a ti. Pois pensa que isso é o oposto da realidade, na verdade, quem supera é quem não mexe, como já sabes, a vingança não se provoca, espera-se por ela e, do mais simples toque ou gesto, ela acena ao teu lado. Porém lembra-te: serás melhor se não esperares por ela e sim se nunca a esperares e ela acontecer. É isso que te faz como um e não partes.
E foi isto, foi isto que eu me disse a mim mesmo, e foi isto que aconteceu. E assim me vinguei contra a injustiça que por mim recai, e é assim que continuarei até que acabe a fonte de tal perjúrio. Talvez um dia improve mais, talvez me mantenha assim. Enquanto assim estiver… mal não estou.



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