meses depois, volto às origens do blogue, volto ao primeiro pensamento e desenvolvo-o.
durante todo o período em que tenhamos os olhos atentos há oportunidades - umas mais claras que outras certamente, mas que existem é verdade - e todos as queremos agarrar, aproveitar. até aqui tudo muito bem, não fosse o ser humano errar sempre que tenta fazer algo para o seu bem ou para o bem de outrem - primordialmente a primeira, somos egoístas demais para pensar apenas nos outros; afinal ou deus ou os macacos (?) deu ou deram-nos uma barriga com um umbigo bem definido que nos lembra que também existimos e queremos sempre mais. consequentemente ao erro há a fase de não se saber que se erra, um falso pensamento que fizemos tudo bem e que só o bom poderá vir das nossas decisões, merdas desse género que dão, por fim (por fim porquê? porque somos burros ao ponto de deixar tudo desenrolar durante anos a fio, até que doa), ao arrependimento e à vontade de voltar tudo atrás, de fazer um novo fim (agradeço ao génio que escreveu o argumento de 'mr. nobody', era mesmo o filme que precisava ver) mas tal é impossível. e chega-se à parte em que se pensa no que se fez - principalmente quando envolve outras pessoas - e em que a personagem principal se tenta colocar na pele da outra pessoa; prefiro chamar-lhe a parte do autoperdão.
e é nesta parte que geralmente se findam todos os casos de que falo. é atingido finalmente o ponto de discussão - que vou evitar - sobre quem fez pior, se é perdoável, se foi tão drástico, 'casos da vida'.
aqui fala a experiência.
'casos da vida' é uma expressão muito pouco usada, muito mal empregue por quem a usa mas que, de quem a aprendi, fosse bem ou mal empregue, seria sempre indiferente - é divertida, é 'fresca' esta frase e, como diria o outro, 'diz-se que se diz bem'. mas o meu problema foi esse, indiferença, de tal modo que agora é a minha expressão favorita, o meu próprio 505. colocar-me nos pés dos outros é-me fácil, faço-o vezes demais e continuarei a fazer. o meu real problema é se alguma vez me perdoarei - ou ajudar-me-ão a perdoar-me? não sei. sei que a verdade é que todos têm o seu five-oh-five, tal como eu tive, e a mais dura consequência é que, talvez, nunca mais o tenha...
é confuso, mas é isso que eu sou.
"But I crumble completely when you cry
It seems like once again you've had to greet me with goodbye
I'm always just about to go and spoil a surprise
Take my hands off of your eyes too soon."



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